terça-feira, 25 de junho de 2013

Seja a transformação


Seja você, você, você e você também...é você mesmo que eu estou falando...seja corrosivo...seja a transformação, quer seja à margem da amargura, imagem, bravura ou de passagem no limiar da desventura. 

O marginal não é apenas um bandido de arma em punho em fotos de jornal. O marginal é alguém diferente, capaz de fazer o que outros jamais fariam, dai subsiste a sua vibe heróica. O que importam são as suas escolhas e como você vai trilhar o caminho.

O ladrão tira à força e isso traz conseqüências, muitos governos tiram à força, se mantém pela força e drenam as nossas forças. 
Águias e leões são os adornos da Babilônia. O símbolo do imposto de renda é um leão, o que isso quer dizer? Você não pode argumentar com um felino voraz, mas este pode ser domado, dopado, abatido a tiros. 
Não existem leões nas florestas do Brasil apenas em zoológicos, mas parece que essa fera naturalizada brasileira é bem adestrada para mirar e atacar algumas presas e a outras deixar ilesas. O marginal com uma idéia na cabeça e uma arma na mão é alguém que assalta, ataca, rouba e mata, essa alma está numa grande queima de arquivo e seu destino é a vala, escoar pelas sarjetas do mundo, a menos que consiga sobreviver e se regenere, vire um trabalhador e quem sabe suba na vida ou mais ainda se torne um vitorioso homem de relações com o poder e seus agregados. 

Temos o exemplo de candidatos eleitorais com quilométricos processos penais, quase tudo por delitos análogos à lei da selva. Assim tem sido há 500 anos, mercenários, jagunços, capitães do mato, aventureiros, mão-de-obra para o homicídio, disputas no submundo da política, teoricamente pode-se eliminar um adversário da disputa com um mero latrocínio, tantos crimes e assaltos ocorrem quem investigaria a fundo? 

As organizações criminosas são a repetição da escravatura. Fernandinho Beira-Mar diz ele mesmo ser a ponta do iceberg. O soldado do tráfico não é mais do que um escravo turbinado. Quem vai propor e assinar a nova Lei Áurea? O marginal pode ser aquele vizinho maconheiro que faz zona no prédio toda noite, o cantor com fama de doidão que abraçou uma fantástica causa humanitária em causa própria. Aquele pagodeiro falador que morreu pela boca, pode ser também o playboy galã de novela pego no flagra com 20 gramas de cocaina num quarto de hotel acompanhado de quatro garotas de programa, dois travestís e um séquito de puxa-sacos armados. 

Aquele político que tem resposta pra tudo e ''nada de errado'' foi provado, quem sabe o craque de futebol bêbado e relapso no volante, ou então o artista revolucionário que virou ministro e finalmente, fechando com chave de ouro de tolo, o pastor evangélico ex-bandido, ex-viciado que virou parlamentar e quer porque quer mixar a sua retrógrada fé bíblica aos três poderes e aos quatro cantos do país. O marginal herói ou o herói marginal, no passado os exemplos eram mais redutíveis e compreensíveis. Na "festa da democracia" o voto é seu, ir ou não ir às urnas, a escolha é sua...seja você mesmo a transformação.

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