quinta-feira, 26 de março de 2009

2009 Uma Odisséia no Espasmo

1969...40 anos atrás...Woodstock a grande farsa...Os Hell's Angels reinam em Altamont...Família Manson...Richard Nixon...Emílio Garrastazu Médici...Múltiplas pílulas contendo altas doses de selvageria e realidade forçadas garganta abaixo do rebanho perdido...Muitos recobraram os sentidos regulares, uma outra parte ficou à deriva. 1969 é também o nome de uma explosiva canção do Iggy and The Stooges. Falava-se da guerra do Vietnã como se esta estivesse acontecendo ali na esquina, efeito das reportagens e a grande circulação das imagens aterradoras de que se tinha notícia. Por aqui o conflito seguia nas entrelinhas. É super lúdico e vitalizador falar de fatos e eventos históricos com uma fictícia propriedade, afinal neste ano eu tinha apenas doze meses. Mas de qualquer maneira eu estive lá e captei as púrpuras e turbulentas vibrações. O que teria sido de nós se o homem não tivesse pisado na Lua? Bem, dizem por aí que as cenas de paisagem lunar mundialmente televisionadas foram forjadas e filmadas por...Stanley Kubrick!! Nas últimas décadas o mundo avançou, mudou muito, mas muito, para continuar da mesma maneira, só que mais sobrecarregado e bem menos nítido. A equalização e a leveza estão em algum lugar no meio, na visão relativa das coisas, entre o martelo e a bigorna, muito embora o radicalismo e o fanatismo desenfreado constituirão sempre a afirmação máxima de sobrevivência nos dias de hoje, assim como foi no passado.

Jeezus Crisis

Como proceder para apressar avançar e por fim consolidar um processo de depuração frente a esta suposta realidade de crise e darwinismo social ? Mais rituais de personas bacantes potencialmente esclarecidas e menos comícios que sempre terminam em carnaval? Atacar e incendiar templos e igrejas tal e qual os black metal da Noruega ou transformar seus cavernosos interiores em aconchegantes e uterinas adegas? Acabar com a fome de comida e cultura nas selvas urbanas imprimindo uma real volta às origens pré qualquer coisa ou proto canibalismo sem dó haja visto tanta carne nova bem ou maltratada salgada ou açucarada recheada e maturada tombando em efeito dominó?
Transformar o espetáculo pirotécnico das balas traçantes na mais expressiva vanguarda de cunho artístico neo colonial cuja mitologia remonte aos tempos em que a liberdade não jazia na poesia de um hino nacional? Tudo isso é quase tudo o que já foi ou trata-se apenas de algo que jamais seremos por meras quimeras e nada mais?

segunda-feira, 9 de março de 2009

Só o Orgulho Constrói

Dia de chuva forte. Os dois- ela e ele - se encontram na rua por acaso em pleno temporal. Deram de cara um com o outro de repente, na maior surpresa.“Oi !! Nossa!! Quanto tempo que a gente não se vê! Como você está? Como vão as coisas?” Ela perguntou. “Estou ótimo e você também parece ótima...bonita, mais bonita do que nunca, bonita de verdade como sempre. A gente não muda não é? Parece que o tempo não passa. É incrível isso que a gente tem em comum, é algo tão especial que se eu soubesse a fórmula eu já teria engarrafado e vendido, ficaríamos ricos. Quando foi a última vez que nos falamos? Eu mesmo não sei ao certo, houveram momentos em que vivi cinco anos em apenas um e também, em contrapartida, já vivenciei o equivalente a um ano em cinco...então, não sei quanto a você, mas para mim o que realmente importa é que tudo passou, nem sei como, mas passou...” “ Passou? Mas passou mesmo?” Ela perguntou. "É passou sim, passou tudo, a puxada do tapete, a perplexidade, a dor, a tristeza e a frustração, a raiva e finalmente o amor também passou. Você desferiu o derradeiro golpe mortal no que ainda restava da minha inocência e desde então eu sei que não se ganha nada sendo compreensivo. O fundamental nessa dura realidade é ser cada vez mais e mais cuidadoso e combativo. Na verdade, naquela época, eu estava ferido de guerra. Eu era um ferido de guerra que estava se recuperando fora do campo de batalha e que ansiava por uma volta à carga, mas que por um lapso meu, um erro fatal, aos seus olhos eu parecia um covarde. Isso gerou essa enorme descompensação mútua com sabor de sortilégio, um desfeitiço de amor jogado ao mar em uma melancólica e insignificante passagem de um ano novo qualquer. Durante esse tempo, procurei raspar do fundo da alma o que restava de auto-estima e só encontrei aquele falso orgulho, algo não renovado,um pesar, arrogância. E sei lá... é por isso que eu não sorrio muito...Toda a minha sisudez é uma maneira de sufocar essa maldita pureza e simplicidade que mesmo com tantas quedas e desilusões ainda insiste em subjugar a minha dignidade. Mas não se engane, aliás você me conhece e sabe muito bem que por dentro eu rio muito, as vezes até gargalho sem parar. Eu sei que fiz o possível com o que tinha nas mãos e mesmo, mesmo assim, é maravilhoso, apesar de óbvio, saber que só o orgulho, só o orgulho constrói de verdade. Agora, você não acha que isso é coisa do outro mundo? Com tantas e tantas ruas e passagens, a gente se encontrar logo aqui, na hora mais improvável em plena chuva? Tem vezes que a gente finalmente só encontra aquilo, alguém e até mesmo a felicidade quando finalmente desencana de pensar e procurar...”

segunda-feira, 2 de março de 2009

Super Bárbaros Trovadores & Profetas

É o nome do meu blog de poesia, versos e reversos...

http://superbarbarostrovadoresprofetas.blogspot.com/

Rat Race
um pequeno click para um mouse mas um grande salto na corrida dos ratos...