quinta-feira, 26 de março de 2009
2009 Uma Odisséia no Espasmo
Jeezus Crisis
Transformar o espetáculo pirotécnico das balas traçantes na mais expressiva vanguarda de cunho artístico neo colonial cuja mitologia remonte aos tempos em que a liberdade não jazia na poesia de um hino nacional? Tudo isso é quase tudo o que já foi ou trata-se apenas de algo que jamais seremos por meras quimeras e nada mais?
segunda-feira, 9 de março de 2009
Só o Orgulho Constrói
segunda-feira, 2 de março de 2009
Super Bárbaros Trovadores & Profetas
http://superbarbarostrovadoresprofetas.blogspot.com/
Rat Race
um pequeno click para um mouse mas um grande salto na corrida dos ratos...
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Carnaval Maldito Pelo Não Dito
Por falar em carne humana, você sabia que o canibalismo, este velho hábito, brasileiro por excelência e erradicado há mais ou menos quinhentos anos atrás pela santa igreja católica ainda é de alguma maneira praticado por alguns segmentos de nossa sociedade? Não foi por acaso que o tropicalismo com sua antropofagia cultural deu as caras no momento em que as caldeiras e os porões da ditadura ardiam e ferviam severamente banhados em sangue enquanto o país seguia arejado e suave tal qual em um belo restaurante pleno de luxo e requinte. O que dizer então dos atuais tribunais do tráfico de drogas aplicadamente inclinados a pena capital da tortura, do esquartejamento e do microondas? Sem falar nos caveirões cuspidores de fogo, máquinas de um sistema de abate cuja sanha sanguinária já bate em nossas portas no horário nobre ao ritmo do tamborzão. Eu escutei certa vez em um sonho louco que a antropofagia significa muito mais do que o conhecido simbolismo de assimilar a força do inimigo. O fato é que a ingestão de carne humana realmente dá mais força do que a alimentação convencional própria dos civilizados e se a carne bovina que dizem ser comprovadamente um gênero alimentar completo cuja ausência na mesa se faz sentida por muitos, então vocês não fazem idéia dos verdadeiros benefícios à saúde proporcionados pela carne humana. Bem, isso foi apenas um pesadelo insano e medonho disfarçado de sonho louco, porém são inegáveis os reflexos deste hábito ancestral em nossa estranha, confusa e primitiva sociedade, ou talvez eu esteja delirando demais e esta turma noturna, de cara cheia, cordial e civilizada em volta da churrasqueira aqui na calçada, batucando na frente do bar seja apenas uma turma noturna, de cara cheia, cordial e civilizada em volta de uma churrasqueira na calçada batucando na frente do bar.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Lavou Tá Novo
Terceiro milênio do calendário cristão, oito (mil) anos de guerra e tensões no oriente-médio, bombas, bombas e mais bombas no berço da civilização. E por aqui na aldeia, permeia o velho populismo de direita amalgamado com ideologias de uma histórica retórica de esquerda no país de todos. Uma queda brusca na pressão sangüinea do grande ciclope financeiro sinaliza uma nova recessão econômica no horizonte, tédio e monotonia, um imenso abismo existencial entre aqueles que procuram por algo significativo e os que estão aqui no mundo Casa & Vídeo- mouse-joystick a passeio. Mundo esse em que, cabeças de heróis e anti-heróis estão expostas em praça pública. O que fazer quando há mais de dez anos, a imagem de Che Guevara disputa visibilidade no cenário com a Coca Cola?
Minha idéia de cultivar uma existência repleta, sagaz de aventuras e conquistas passa pela convicção com que o cantor Raul Seixas aplicou em sua breve e intensa passagem pela vida. Estou longe de ser um desses fãs típicos do cowboy fora da lei da sociedade alternativa que só sabem gritar “toca Raul”, “toca Raul” em casamentos, batizados ou velórios. O que acontece é que quando ouço ou reflito sobre suas idéias sinto-me o protagonista de algo definitivamente fora do normal, capaz de ultrapassar os limites do dia a dia para além da mediocridade e da rotina, efeito prolongado do quebra-quebra conceitual que o cara promoveu há mais de trinta anos atrás e que até hoje reverbera a ponto de tornar-se um culto e só se compara ao levante revolucionário dos punks paulistas no início da década de oitenta. De lá pra cá todos nós perdemos a inocência, a realidade lixou todo o verniz das ilusões e ofuscou qualquer vislumbre pretensamente visionário com essa sobrecarga de imagens, sons e informações que visa a estagnação. Mas então o que fazer com essa faísca insistente? Não quero perder o bonde da história, nem ficar a ver navios deixando a existência escoar ralo abaixo. Consumidores eleitores andróides masculinos e femininos, obedecem programadamente ao pé da letra tudo o que captam na TV e saem à cata de lixo profuso e prolixo. Paranóicos anormais, psicopatas débeis mentais se rendem e caem sem pára-quedas nos braços da mais furiosa e amaldiçoada fama, não sem antes deflagrarem seu ímpeto anti-social impulsionado pelos implacáveis e espetaculares noticiários da crônica policial. A massa excluída de mortos-vivos segue sedenta de sangue e miolos que não aplacam a fome e o infortúnio de não reconhecerem a si próprios e nem a sua lamentável condição de vida.
Há muita brasa e carvão ainda para queimar nessa imensa churrasqueira sul americana chamada Brasil. O estoque de geladas está longe de chegar ao fim. O carnaval da recessão será como sempre, antropofágico e por fim autofágico, em uma terra de cegos, aonde quem tem um olho é rei com direito a cetro mágico. No presente, sempre haverá muito o que aprender com Raul Seixas, seguido de Júlio Barroso, Jorge Mautner, Mano Brown, Glauber Rocha, Chico Science, Luis Carlos Maciel, José Agrippino de Paula, Darcy Ribeiro, Zé do Caixão e tantos e tantos outros que valem uma jornada de descoberta única, pessoal e intransferível. Pessoas que projetam o seu modo de pensar para a realidade, que idealizam e praticam revoluções e evoluções diárias sem prazo de vencimento, não importa o que digam, o passado não está morto, apenas passou, lavou tá novo e lá vamos nós de novo.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
FIM DO MUNDO CERVEJA & VINHO
domingo, 13 de julho de 2008
Os Inevitáveis Ritos de Passagem
Como já disse outras vezes por aqui, o heavy metal e o punk rock estão imersos nos diversos e adversos reflexos da minha linguagem pessoal, desde que eu me conheço por adolescente ente presente since 1983. Falo de um momento há exatamente vinte e cinco anos atrás, época em que covardemente cercado pela Blitz, Ritchie, Rádio Taxi, Lobão e Os Ronaldos, fui salvo a tempo pelos reforços dos emblemáticos, heróicos e famigerados Black Sabbath, Motorhead, Iron Maiden, Sex Pistols, Cólera, Olho Seco, Plebe Rude e Coquetel Molotov. Na época, era inacreditável para mim, que existisse algo assim, tão próprio de atitude, expressão e voracidade, somando exatamente tudo o que eu precisava ouvir, porvir e advir. Mas voltando ao início da forma, pois ao fim não se retorna, que diabo de linguagem é essa? Linguagem do Diabo? Extratos da altivez industrial misturada com um espectro de melancolia medieval? Talvez, apelar para o Lorde das Trevas seja o grande refúgio da imaturidade. Dizem que o metal é o jardim de infância do rock, cheio de headbangers que na primeira porrada séria já saem gritando, paiêêê!! Manhêêê!! Enquanto que os punks, mais adiantados entre o ensino médio e o campus da faculdade, na época botavam os cabeludos pra correr. Porém, acrescento com desdém, que esses aspectos são apenas estereótipos despóticos, sintéticos não-herméticos, esqueléticos conceitos de quem não está objetivamente familiarizado ou foi robotizado em seus rituais de passagem. A real é que os inevitáveis ritos de passagem representam mudanças na linguagem e se a minha linguagem pessoal é essa, então eu estou legitimamente ligado ao meu pregresso ritual de passagem e retornarei a este portal pelo resto da vida sempre que quiser. Coloco todas essas referências do passado mas não vejo lógica em cultuar uma eterna juventude em oposição à síndrome do envelhecimento progressivo, o tradicional aja de acordo com a sua idade. Acho válido agir de acordo consigo próprio, sem a ostensiva e compulsória influência dos obscurantistas do dia a dia, da nossa realidade, o que de fato, não é nem um pouco fácil. É como disse o Paulo Leminski: "Ser poeta aos dezessete anos é fácil, eu quero ver o cara ser poeta aos vinte e dois, aos trinta, aos quarenta, cinquenta, sessenta anos". Genial ainda é o conselho de Nelson Rodrigues: "Conselho aos jovens? Envelheçam". Há também os ditos populares: Cresca e apareça, pedra que rola não cria limo. Imagine então os Rolling Stones limados da condição de majestades do rock se Elvis o Rei do Crack estivesse ainda de pé. Se Elvis chegasse vivo aos anos 90 sem dúvida ele se tornaria o Rei do Crack. A verdade é que já dispomos de uma vasta memória de clássicos do século vinte, e agora, oito anos após o início do século vinte e um, com a queda das torres, vimos que a tragédia coletiva em tempo real será um legado mais que referente para a memória da próximas gerações. Voltando ao foco inicial do assunto, a linguagem pessoal de cada um e a expressão desta para o mundo é o que difere cada um de nós, mas a fala que iguala é a economia, não há escapatória, a economia tomou o lugar da política, da cultura e de todos os conceitos. A tão falada democracia dos dias atuais iguala a todos pelo potencial econômico. Finanças, números, matemática do universo, números apenas números, impessoais como a própria natureza . Se no passado Nietzsche disse que deus está morto agora é o humanismo que está morto, no mínimo fora de estação e as gerações tem a memória fraca. Mesmo assim não vejo motivo para tristeza, afinal a felicidade e a alegria podem ser programadas, não passam de reações químicas. Os componentes certos de qualquer fórmula são os caminhos de outrora. Como em Matrix, a realidade social que o homem criou é ilusória e escravizante e não soluciona o grande enigma da natureza com seus relativos e específicos graus de grandeza. Talvez porque a mente humana totalize demais as coisas é que seja impossível compreender tamanha vastidão. Então é provavel que não haja nada para ser revelado.
