segunda-feira, 4 de junho de 2007

O Culto de Cthulhu.

O extenso complexo de fauna e flora existente na natureza é objeto de conhecimento da ciência de uma maneira ainda superficial, pois as lacunas referentes ao que desconhecemos, principalmente no que tange aos mundos aquático e subterrâneo são extensas e por vezes assustadoras.
A emoção mais forte e mais antiga do homem é o medo, e a espécie mais forte e mais antiga de medo é o medo do desconhecido, aquilo que é, o que já foi e o que poderia ter sido.
O Culto de Cthulhu, conto do fantástico escritor americano HP Lovecraft, explora o medo do desconhecido ao apresentar de forma fictícia toda uma mitologia própria, criativa e bem original baseada na "real" existência de estranhas criaturas ancestrais ao homem, descritos como seres funestos, cruéis, bizarros e monstruosos descobertos por vestígios e incidências no qual também revelavam há tempos inomináveis a corrente prática de um estranho culto em que eram venerados como força suprema. Em vista disso, o conto revela e expõe a total fragilidade e insignificância do ser humano bem como o seu medo primitivo frente aos enigmas da natureza. Esta referida condição humana tem sido o impulso da ciência no sentido de superar tais limitações. Contudo, os meios predatórios desta era de ferro, fogo e combustíveis fósseis, restos mortais de dinossauros e demais espécies extintas há milhões de anos, parece nos conduzir irreversivelmente à mencionada e desconcertante insignificância relativa ao eco sistema em que vivemos e que por fim, sinaliza, tal e qual um soturno e ameaçante eclipse, para um futuro idêntico ao dos referidos lagartos pré-históricos.

2 comentários:

Diogo Lyra disse...

Putz, esse conto inspirou até um RPG (role play game) baseado no universo criado por Lovecraft!!!!
É muito, muito bom!

Lucky disse...

É verdade, descobrí sobre esse RPG outro dia!