terça-feira, 25 de dezembro de 2007

O Verdadeiro Espírito do Natal

Naquela véspera de natal, antes da meia-noite, dei uma escapada e fui curtir o mar, a lua cheia a paisagem e ainda pescar alguma coisa. Eu tava sozinho com duas garrafas de whisky 12 anos, a família em casa, era só eu comigo mesmo, todo mês de dezembro eu me acabo, bebo meu décimo terceiro até o fim. Mas deixa eu te perguntar uma coisa, você conhece o espírito do natal? O verdadeiro espírito natalino? Já viu? Não? Eu já vi, então vou contar como foi. Naquela noite eu parei com o meu barco perto de uma ilha deserta, é um lugar conhecido pelas lendas daqui da região, dizem que o diabo vive lá, mas eu não acredito. Bom, com a água calma, joguei a linha, acendi um cigarro, dei um gole do whisky, bem demorado, no gargalo, quando de repente, a vara começou a envergar, deu uma puxada violenta que quase me levou pro mar e detrás de uma pedra, surgiu uma coisa que parecia ser um peixão, um bagre monstruoso, gigantesco, do tamanho de um navio, o dorso cascudo feito uma lagosta a barriga verde cheia de escamas os olhos eram duas bolas de fogo a boca maior que a de uma baleia, toda cheia de dentes, uns dentes enormes, tinha mais dentes do que cem tubarões juntos, umas patas compridas de carangueijo e tinha barbas iguais as de um camarão. Fui puxado e arrastado até a ilha, consegui parar na praia, o monstro se ergueu com as patas pra cima e começou a vomitar e a defecar na areia e em cima de mim. Eu vi todos os natais que passei com a minha familia desde criança sairem da barriga do bicho feito uma gosma das mais nojentas, uma meleca podre, fedorenta que não tinha fim, misturada com meus avós, meus pais, meus irmãos, meus professores, minhas tias, todo mundo estava na barriga do monstro e o animal vomitava as tripas sem parar, defecava toda a minha familia, meus amigos, minha mulher, minhas namoradas, meus patrões, tudo!! Meu amigo...foi a coisa mais horrível que eu já vi! Vieram todos os presentes de natal que eu ganhei, que eu dei, todos os jantares, as árvores, os perus, as castanhas, os copos as garrafas e até o Papai Noel saiu do meio do vômito! O bicho botou tudo pra fora! Entrei no maior desespero mas felizmente eu consegui fugir, voltei nadando até o continente, sem o barco e sem o whisky só com a roupa do corpo. Eu já contei essa estória por aí, mas ninguém acredita, acham que eu bebi demais, fumei o que não devia...o que esse pessoal não sabe é que o natal é isso mesmo, é pra beber até botar todos os outros natais pra fora, vomitar e defecar tudo, esse é o verdadeiro espírito do natal.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Sobre Amor e Explosões.

Minha cabeça é um míssil de longo alcance que aponta para alvos múltiplos, uma sinfonia amazônica que acaba em textos acelerados de alta octanagem.

Sobre a minha vida pregressa, meus relacionamentos nunca renderam nenhum futuro, até porque futuro, é algo para o qual não fui programado para enxergar. E no mais, as mulheres de hoje estão vencendo a guerra dos sexos e já assimilaram e assumiram todas as atitudes vorazes e predatórias que antes eram alusivas ao sexo masculino. Para mim o importante é viver o presente, eternamente no universo, quanto ao resto, tudo mais é relativo. Minha estampa é pura felicidade, motivação verdadeira, sei o que quero e não devo nada a ninguém. Meu objetivo é rimar hedonismo com heroismo e com isso moldar a realidade do meu quebra-cabeças existencial. Contudo o famigerado destino sempre reserva grandes surpresas e revelações sem precedentes, acontecimentos dignos de impacto cinematográfico, seja água com açúcar, sal, vinagre ou pimenta, o que importa é que quando a pessoa, neste caso a mulher certa surge, não há dúvida a totalidade do caminho está no olhar. Quantas estórias existem assim? Muitas? Poucas? Garanto que se procurarem haverão de encontrar alguma e esta aqui eu concedo a todos de bandeja. Os dois já se conheciam, mas viviam a vários anos-luz de distância, os séculos e as eras passavam e a vida seguia o curso natural de cada um até que, seus olhares se cruzaram como se fosse a primeira vez, conversaram como jamais haviam feito antes e descobriram que nasceram um para o outro. Uma sucessão de explosões vulcânicas e uma forte tempestade elétrica desencadeou os dominós para esta dupla que segue ensandecida na velocidade do som, com juras eternas em Doppler Effect, fazendo planos e dando vazão às suas próprias vidas e estórias. É uma verdadeira estória de amor.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Rock'n'Roll HeLL

Toda célula familiar é um caldeirão de excentricidades pois de perto ninguém é normal e a minha família não foge à regra. Somos apenas três, eu meu pai e minha mãe, viemos de Curitiba para morar no Rio de Janeiro quando eu tinha um ano de idade. O fato interessante é que a vida toda eu tive um tratamento de irmão mais novo e não um filho na realidade. Acredito que nós três aqui sofremos de um complexo de Peter Pan acentuado e eu também sou o resultado dessa condição, pois por obra destes o meu amadurecimento também está longe de atender aos mínimos pré-requisitos estabelecidos. De qualquer maneira por ora ambos estão fartos de serem providos com os referenciais para que se mantenham jovens e antenados e ao que parece já encontraram formas alternativas de seguir e agora eu me encontro deslocado desta função. Eles estão comigo mas mantém-se alheios a minha atuação e ao mesmo tempo parecem curiosos com o que faço. Por ora eu não me sinto motivado a satisfazer tais curiosidades paternas. Meus pais são os melhores, mais inteligentes e auto-suficientes que a maioria e com isso tem poucos amigos. Contudo, inteligentes que são, eu acredito que reservam o direito de se acharem visto a quantidade de imbecis existentes mundo afora que nada sabem e ainda se colocam acima de todos. A verdade é que eles conseguem disfarçar a total excentricidade que carregam. A maior prova desse aspecto foi a revelação de minha verdadeira paternidade, minha mãe, em Curitiba nos anos sessenta, foi casada com o escritor PAULO LEMINSKI que após uma sucessão de encrencas e traições proporcionadas por este, conheceu e apaixonou-se por aquele que vem a ser o seu atual marido e o pai que me criou e mesmo grávida separou-se do primeiro, todos viviam na mesma casa e cultivavam uma vibe existencialista. De qualquer maneira, a confusão estava formada. Eu nasci no ano de 1968 e haviam dúvidas de quem seria o meu pai. O fato nunca foi abordado até que em 2000 trouxeram tudo à tona ao escreverem a biografia do Paulo Leminski. Loucura por loucura eu acredito em mim, não cultivo barreiras criativas e tenho direito de expressar tudo o que se passa na minha cabeça, vivo a vida sem tropeços um dia de cada vez e continuo a usar de todos os meios possíveis para cumprir a minha missão de guerra na terra. Sou um observador da vida momentânea e do caos urbano, a incoerência me atrai mas não quero convívio com gente incoerente. Tenho um olhar de raio-X sobre todas as coisas que me cercam, destilo e aprecio boas doses de humor negro, sagaz e palhaço. Tive uma ótima infância, daquelas que só quem cresceu durante os anos setenta é que sabe dos efeitos benéficos daqueles tempos, principalmente para uma criança. Aos quinze anos ocorreu o fato mais importante da minha vida: A descoberta do Heavy Metal. Tudo começou em 1983 com a vinda do Van Halen e do Kiss ao Brasil, nesse meio tempo, no espaço de alguns meses fiz as minhas primeiras aquisições do gênero, duas fitas cassete do Ac Dc e do Iron Maiden, o "For Those About to Rock" e o "The Number of The Beast" respectivamente. Minha vida mudou da noite para o dia-ou melhor-do dia para a noite e esta que até então parecia uma existência branda e sem maiores solavancos, agora se apresentava plena de significados, tudo fez sentido. Pergunte para qualquer metalhead veterano sobre o início dos anos oitenta e este dirá as mesmas impressões. É claro que antes havia a música pop e o rock progressivo que meus pais escutavam e que eu também de carona apreciava, mas tudo parecia ultrapassado e o fato ficou latente à partir desse novo mundo que surgia à minha frente. Embora para alguns não pareça e esses não merecem crédito, o heavy metal é uma coisa séria, um gênero musical que se mantém vivo há quarenta anos, outros estilos, mesmo o rock'n'roll dos anos cinquenta que impulsionou nomes como Elvis, Chuck Berry, Little Richard e propagou a primeira explosão pop mundial não manteve a longevidade do metal com a sua voraz capacidade de aglutinar estilos se recriar com originalidade e continuar influenciando as novas gerações. O verdadeiro gênero antropofágico da música é o Heavy Metal. Desde então comecei a cantar, formei bandas, fiz shows, gravei discos, não vendi, não estourei, passei por várias linhas musicais, não sou famoso, não tive músicas de sucesso e nada disso importa. O que realmente importa é que eu ainda ouço todas as novidades e as velharias com o mesmo entusiasmo de vinte e cinco anos atrás e esse fogo não vai apagar.

Assista ao Pantera / Phil Anselmo também acredita. http://br.youtube.com/watch?v=dzh8j2qF-WY&feature=related

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Pessoas são Bucha

Perdi a conta de quantas amizades já fiz e quantas já perdi e não vou contabilizar. Seria fácil dizer que a culpa é dos outros, mas na verdade eu é que tenho miopia e uma imaginação fértil por acreditar em pessoas que não mereciam nem cinco segundos da minha respiração, criaturas que descobri serem nauseantes, sanguessugas que agem dissimuladamente, invejosos cujo principal deleite é causar danos para justamente, se sobressairem ao máximo e à custa de qualquer infortúnio, por menor que possa ser, tanto por erro de cálculo ou mesmo aquele momento crucial em que você mais precisa da sorte e esta tirou férias de sua pessoa. Não sou nada perfeito, mas uma coisa que não me motiva é torcer pela derrota alheia, nem o mais espetacular gol do Flamengo eleva a minha adrenalina, mas tem gente que confunde a realidade com o futebol. Eu nem sequer me interesso pela vida e o dia a dia de terceiros, sou indiferente a muitas coisas e se isso for um defeito sério, então ei-lo. De qualquer maneira não sou um animal insensível, apenas mantenho meu escudo ativado contra a excessiva carga de informações ao qual somos expostos diariamente, todos os dias, a vida toda, imagine o que o desgaste e o caos emocional produzirá nestas gerações daqui a trinta anos. Muitos de nós aprenderam a ter um olhar crítico, tiveram alguma noção de valores que para muitos hoje são inexistentes, já há uma geração e meia que não sabe o que é viver sem telefones celulares. De qualquer maneira eu falava sobre a miséria humana aquela que faz pessoas aparentemente crescidas e de alguma maneira evoluidas materialmente a pisarem nos outros. Mas é isso que o ambiente de mercado, a nossa aldeia global incita, muita gente, muita gente, com a vida em desalinho, perde a hora perde a linha e se perde no caminho, e não há nada que se possa fazer para o quadro reverter. O lance é seguir adiante e trocar de vagão ou saltar fora em caso de extrema urgência. Minha cabeça é uma sinfonia amazônica que acaba em textos acelerados de três acordes distorcidos carregados de efeitos e aqui nestas linhas imaginárias, escolho e incluo meus adventos e fragmentos de situações e pessoas, inserções do meu passado e presente, conversas corriqueiras, conhecidos e desconhecidos que nem imaginam o quão suas vidas me são inspiradoras, não importam os dissabores ou deleites que tenham me proporcionado, estou de olho em tudo o que se passa, é só sintonizar em volta e captar.Tudo eu acho graça até porque é tudo de graça. Aos que me fizeram algum mal eu posso me considerar vingado e aquelas pessoas que moram aqui no meu peito de aço eu agradeço por existirem e de alguma forma fazerem parte da minha vida. Pessoas são matéria-prima, massa de manobra, pessoas são bucha, nasceram para o inevitável desgaste, eu penso assim quando encaro uma fila de banco, o metrô lotado, engarrafamentos, a fila do voto com o título de eleitor nas mãos, documentos, números que na realidade nada são, mas isoladamente representam algum valor no universo visto que nossa existência é pura matemática. Por isso não se iluda, dois mais dois são quatro mesmo e acabou, não discuta com a lógica do contrário irá perder. Digo que as pessoas são bucha pois para o bem e para o mal, estamos aqui para aprender e a ensinar alguma coisa, qualquer coisa, nada também tão específico, então que sejamos bons alunos ou bons professores, mas não aos alunos cordeirinhos ou aos mestres predadores, para o inferno com toda essa raça (opa) olha o termo politicamente incorreto. Não se deve ofender ninguém por conta de sua raça, credo, opção sexual, profissão ou seja lá o que mais, não fume , não beba, não corra, não morra. Todo mundo merece e deve ser respeitado é lógico e eu gostaria de algum dia ver o resultado positivo dessas correções políticas, pois há pouco menos de trinta anos atrás isso não existia e o mundo parecia menos violento, haviam menos pessoas e isso faz muita diferença e talvez sem as correções políticas nós já tivessemos ultrapassado a quarta guerra mundial, aquela feita de paus e pedras, na qual o Albert Einstein certa vez mencionou como sucessora da terceira guerra mundial, cujo período seria de farta colheita, supersafra de cogumelos atômicos. Contudo a principal função desses princípios politicamente corretos é a de não ofender os segmentos de mercado, o respeito as ideologias está fora de cogitação, pois concepções abstratas não vendem, a menos que possam ser representadas e reduzidas a símbolos, imagens ou atitudes. Atitude é uma palavra muito utilizada e já desgastada por só representar futilidades, mas assim é a Babilônia, o sistema do ocidente, não a clássica e verdadeira que vem sendo bombardeada desde 2003. E eu que em 1978 aos dez anos de idade imaginava que hoje, rumo a 2010, estariamos cruzando o espaço em naves prateadas e vivendo em condomínios interplanetários.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

O Verdadeiro Espírito do Natal

Naquela véspera de natal, antes da meia-noite, dei uma escapada e fui curtir o mar, a lua cheia a paisagem e ainda pescar alguma coisa. Eu tava sozinho com duas garrafas de whisky 12 anos, a família em casa, era só eu comigo mesmo, todo mês de dezembro eu me acabo, bebo meu décimo terceiro até o fim. Mas deixa eu te perguntar uma coisa, você conhece o espírito do natal? O verdadeiro espírito natalino? Já viu? Não? Eu já vi, então vou contar como foi. Naquela noite eu parei com o meu barco perto de uma ilha deserta, é um lugar conhecido pelas lendas daqui da região, dizem que o diabo vive lá, mas eu não acredito. Bom, com a água calma, joguei a linha, acendi um cigarro, dei um gole do whisky, bem demorado, no gargalo, quando de repente, a vara começou a envergar, deu uma puxada violenta que quase me levou pro mar e detrás de uma pedra, surgiu uma coisa que parecia ser um peixão, um bagre monstruoso, gigantesco, do tamanho de um navio, o dorso cascudo feito uma lagosta a barriga verde cheia de escamas os olhos eram duas bolas de fogo a boca maior que a de uma baleia, toda cheia de dentes, uns dentes enormes, tinha mais dentes do que cem tubarões juntos, umas patas compridas de carangueijo e tinha barbas iguais as de um camarão. Fui puxado e arrastado até a ilha, consegui parar na praia, o monstro se ergueu com as patas prá cima e começou a vomitar e a defecar na areia e em cima de mim. Eu vi todos os natais que passei com a minha familia desde criança sairem da barriga do bicho feito uma gosma das mais nojentas, uma meleca podre, fedorenta que não tinha fim, misturada com meus avós, meus pais, meus irmãos, meus professores, minhas tias, todo mundo estava na barriga do monstro e o animal vomitava as tripas sem parar, defecava toda a minha familia, meus amigos, minha mulher, minhas namoradas, meus patrões, tudo!! Meu amigo...foi a coisa mais horrível que eu já vi! Vieram todos os presentes de natal que eu ganhei, que eu dei, todos os jantares, as árvores, os perus, as castanhas, os copos as garrafas e até o Papai Noel saiu do meio do vômito! O bicho botou tudo prá fora! Entrei no maior desespero mas felizmente eu consegui fugir, voltei nadando até o continente, sem o barco e sem o whisky só com a roupa do corpo. Eu já contei essa estória por aí, mas ninguém acredita, acham que eu bebi demais, fumei o que não devia...o que esse pessoal não sabe é que o natal é isso mesmo, é prá beber até botar todos os outros natais prá fora, vomitar e defecar tudo, esse é o verdadeiro espírito do natal.

Não Capitão, eu ainda não AssiSti !!

Para os fanáticos (existem?) pelo filme Tropa de Elite.

A noite escura oculta a fala
Na viatura explode a bala
A lei falada escrita a sangue
Que pactuada o mundo abrange
A luz de um brilho duradouro
É o seu pesar a peso de ouro

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

HorárioNobreBandidoDrogadoCulpaClasseMédiaArtísticaéFantástico

Sempre que algum herói da contracultura dos anos 60/70 é entrevistado ou falado nos meios de comunicação, seja este um cantor, escritor ou político - destes eu não incluo o Dep. Fernando Gabeira - quando se referem ao seu passado de consumo de drogas a abordagem torna-se uma justificativa somada a um cuidadoso distanciamento, misto de arrependimento e culpa, próprios de uma prévia formação católica: "Foram os anos setenta, as pessoas estavam experimentando e queriam mudanças na sociedade e as drogas fizeram parte disso, hoje é diferente, já conquistamos a nossa liberdade que as gerações de hoje desfrutam". Quer dizer: Lutaram, lutaram para agora repetirem esses clichês furados ad infinitum. Posso até imaginar as fundamentais instruções pré-entrevista: "Sejam claros quanto a este assunto, do contrário, você perderá espaço". Muito bem, mas e os revolucionários e desajustados de hoje? Drogas, crime organizado, corrupção, militarização da segurança pública, solução final é fácil e gera votos, então assistimos de cadeira e ao vivo o genocídio das classes baixas e a responsabilidade na conta da classe-média, principalmente os "precursores da pouca vergonha reinante hoje em dia". É incrível, mas tem gente que realmente pensa (?) assim. De qualquer maneira, nenhum hippie velho do Ministério da Cultura vai agora me dizer o que eu devo fazer e o que eu deveria ou não usar pois no "tempo deles as drogas eram uma onda diferente". Mesmo assim, obrigado por terem lutado bravamente para que hoje possamos dar uns tecos e fumar sossegados apesar do tiroteio que não cessa e o furacão "muito nervoso" nesse "bagulho doido, frenético" que o Brasil se tornou.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Vox Interior

Alerta alerta a praga se propaga
Desperta desperta a chama não se apaga
Nove mil hecatombes balsâmicas
Vulcânicas laranjas mecânicas
Ninguém sabe ao certo sobre as linhas tortas
Se o fim está por perto
Ou serão aquelas
Proclamadas novas portas

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

O RESSURGIMENTO DE BRAZARD.

...e isso é só o começo, a ponta do iceberg, um tímido clarão no fim do túnel, aqueles relâmpagos distantes no horizonte anunciando a tempestade e que parecem não ameaçar os curiosos que estão de longe incautos a observar o assombroso ressurgimento de Brazard, a nossa terra antes de virar o Brasil há infinitas eras atrás... terra que ainda existe...segura na minha mão concentre-se no terror primordial, que voaremos para lá em poucos segundos pela ordem inversa do relógio...Brazard é o paraíso perdido com tudo que o inferno tem de bom, está presente em todas as lendas sobre terras desconhecidas, mas com outros nomes e fatos distorcidos pelo boca a boca de gerações de descendentes. Atlântida, Terra do Nunca, Sete Lagoas, Lemúria, Disneylândia, Kripton, Asgaard...cite qualquer outra, nenhuma se compara a Brazard pois foi a primeira e também será a última razão de toda a nossa existência...

terça-feira, 31 de julho de 2007

TROPICÁLIA MERCADO LIVRE.

É fato corrente, previsível e freqüente quando o assunto em rodas de discussão é o movimento tropicalista os seus expoentes serem referidos pela alcunha e o caráter de vendidos ao sistema, oportunistas e corruptos, verdade ou não, este aspecto não afeta o valor e a intensidade do que foi proposto e praticado. Intensidade esta que, mesmo com algum desgaste, continua ainda intacta, pois qualquer obra que atravesse gerações dispõe de uma abundância de sutilezas e engenhosidades a serem ainda identificadas e com isso reavivadas em grau de interesse e atrativo.
A coisa se polariza em grupos, alguns jovens e outros já veteranos, que cultuam cegamente os valores disseminados por estes artistas e outros que se vangloriam em rejeitar os princípios apresentados pelos cabeças do movimento. Eu, pessoalmente, não me incluo em nenhum destes grupos, me interessam apenas a qualidade dos fatos e os ensinamentos que disto podem ser tirados.
Os tropicalistas foram revolucionários e se venderam por óbvias questões de sobrevivência, não foram guerrilheiros, não pegaram em armas, apenas utilizaram alguns signos referentes aos valores da causa revolucionária, seu campo de batalha foi o sistema de comunicação da época e a missão foi disseminar estas informações com apuro estético somado a urgência que a causa refletia. Muitos confundem e misturam os atributos dos artistas com os dos guerrilheiros que viviam na clandestinidade, eram realidades distintas, compartilhavam do mesmo conteúdo e a utilização dessas formas também foi distinta. A esquerda cultural e "festiva" foi uma coisa e a esquerda revolucionária armada foi outra e cada um participou nessas vertentes dentro de suas capacidades pois conheciam seu lugar. Quem teorizou, estabeleceu marcos e ainda se divertiu pode-se considerar satisfeito e quem levou tudo às últimas conseqüências, lutou, foi perseguido e preso também deve se considerar de alguma forma satisfeito pela corajosa experiência. Se alguns tropicalistas se venderam, então até nisso foram vanguarda, pois anteciparam o foco da realidade cultural/social de hoje, cujos valores são os da boa adequação ao sistema pois a sociedade já absorveu todas as porradas do passado e opera sistematicamente esvaziando e neutralizando qualquer expressão de conteúdo voraz e ofensivo transformando tudo em produto e isso os tropicalistas vislumbraram há exatos quarenta anos atrás.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Orenas e antelhas.

As orelhas são antenas, captam mais que os olhos. Uma imagem pode valer mais do que mil palavras, mas um som, um ruído, pode valer mais que mil palavras e imagens juntas. A luz pode viajar mais rápido que o som no universo, mas só o som pode ser melhor definido e interpretado. Os cães captam vibrações sonoras imperceptíveis pelo homem, já os gatos parecem as vezes enxergar o que não vemos, mas isto foi cientificamente comprovado como um aspecto ilusório, ou seja os felinos tem alucinações!! Já os cães...

O ser humano e a irrealidade.

Eu acho que o ser humano não existe, tudo que vivenciamos é resultado de pequenos aspectos, definições e interpretações pessoais que são projetadas em um universo de dimensões ilusórias. O homem olha para um espelho e não ao redor. Já observou uma formiga em seu trajeto? Ela passa pelo chão sobe um muro depois torna a descer e segue pelo mesmo chão, sobe outra parede até o teto e segue em seu mundo de ponta cabeça sem sofrer diretamente a ação da lei da gravidade. A formiga adere ao muro, não sobe nem desce, sua rota é contínua, não há em cima nem em baixo, apenas uma sucessão de caminhos no qual se adapta e percorre com uma lógica admirável, algo que para nós seria impossível percorrer se de uma hora para outra fossemos reduzidos um tamanho minúsculo semelhante. Estaríamos em uma estranha dimensão, nossas definições acerca de tempo e espaço de nada valeriam nestas condições. Por isso a condição humana me parece ilusória, não por esta não existir, mas por simplesmente não ser a única, pois há uma realidade de caráter biológico e não sobrenatural - o que é pior pois não é fruto da imaginação - que mal podemos enxergar, quanto mais vivenciar.

Sampler, remix, citação e apropriação artística.

O sampler é um aparelho que converte trechos sonoros em sinais digitais e reproduz tais sonoridades com total fidelidade aos timbres originais bem como a sua dinâmica. Ao longo dos anos, sua evolução e difusão atingiu um grau considerável a ponto de tornar-se indispensável na produção de trilhas-sonoras e trabalhos musicais no qual os resultados não apresentam mais os limites de tempos atrás. O remix ou remixagem é a desconstrução de um tema para desenvolver significados múltiplos. São aplicações técnicas que visam a manipulação para otimizar e revelar os potenciais ocultos de uma música, mas para que surta efeito, esta deve ser conhecida do público. Originalmente o recurso foi seriamente aplicado na era disco nos anos 70, ainda sem a existência dos samplers, para prolongar a duração de um hit numa pista de dança e com o avanço das tecnologias de gravação as facilidades se desdobraram. Hoje a manipulação de trechos de canções tornou-se o principal meio de produção e criação musical. É necessário dispor de um bom leque de informações acerca da cultura pop para se produzir algo que capte a atenção dos ouvintes. Uma canção bem manipulada torna-se uma criação quase que dissociada de sua origem mesmo apresentando sinais gritantes e fundamentais de parentesco.
A despeito das frequentes discussões acerca dos direitos autorais e aos questionamentos sobre os potenciais criativos alheios, o cenário da música pop mundial está abarrotado de reciclagens, colagens, plágios, citações livres, homenagens e diversas formas de malandragem musical. Com isso, a absorção e a mistura de um gênero com ritmos diversos que resulta em estilos completamente diferentes tem sido a orientação natural nos últimos vinte anos.
No passado a coisa era um pouco diferente, há cerca de setenta, oitenta anos atrás, as orquestras populares dominavam o espaço do entretenimento e os cantores ou crooners personalizavam as criações de compositores em suas interpretações. As funções e atuações da cada um eram bem delimitadas. O cantor era o intérprete e o músico era o compositor e/ou executor da obra. Posteriormente com o estouro do Elvis Presley e mais adiante a mega explosão dos Beatles as diferenças que existiam entre os gêneros musicais de teatro e de dança de salão desapareceram . A semente dessa revolução foi o blues, com suas formas simplórias e intimistas de dois acordes e um conteúdo incrivelmente emocional e auto referente que acabou por influenciar uma geração de músicos que nada tinham a ver com aquela realidade que o blues abordava. O jazz já representava uma ponte entre o erudito e a música negra, entre a técnica apurada e o feeling, mas o momento em que o mínimo de conhecimento virou sinônimo de maior aproveitamento foi com o cruzamento do country e do blues e consequentemente as pedras não pararam mais de rolar. Embora apresentem um certo esgotamento criativo os aspectos da música de hoje são os mais diversos possíveis, mas podem ser bem observados e definidos em seu campo de visão e atuação, uma diversificada série de expressões antropofágicas, comunitárias, predatórias, autofágicas, a cópia, da cópia, da cópia, que copiou a que parecia original, tudo efêmero, tudo pelo fogo sagrado de uma originalidade impossível, parece a descrição dos modos de alguma civilização primitiva e não algo pertencente ao mundo moderno que vivemos, talvez um mero reflexo dessa era liberal, competitiva, da satisfação imediata e do êxito a qualquer preço. Antes de tudo, o fundamental é saber utilizar a informação musical ou literária que você tem nas mãos e que hoje em dia custa pouco, menos do que há quarenta anos atrás. Sintonize a sua parabólica mental e mãos à obra.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Black'n'Blue

Nunca me senti tão triste e confuso em toda a minha vida, não é exagero, talvez até seja, mas o exagero é o sopro da ruptura na expulsão da amargura. A tristeza tem o peso da Terra e obedece a lei da gravidade. Não se agarre à melancolia, não há nada de bom em algo que impede a luz do dia.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Alienação do homem moderno.

O título acrescido eu tirei de um "clássico punk" da banda paulista Psycóze de 1982, http://homepages.nyu.edu/~cch223/comps/sub.html mas o texto que segue é do cronista Fausto Wolff que extraí do blog http://blog0news.blogspot.com/ e coincide justamente com os versos que acabei de escrever logo abaixo.

Venho sendo alienado pela realidade. Embora nenhum homem seja uma ilha, lentamente estou me transformando numa. Claro que não vou enlouquecer no sentido convencional do verbo: sair pelado por aí­ jogando pedras nos automóveis e conversando com as moscas. Como o personagem central do meu romance "O Campo de Batalha Sou Eu" continuarei saindo de casa - duas doses generosas de uisque no bucho - usando minha máscara de javali para proteger-me dos javalis e distribuindo sorrisos, "como vais?" e "muito prazeres" mas há anos que sei: As coisas estão erradas. A crueldade dos ricos e a ignorância dos pobres - que os tornam presas fáceis e criminosos fadados à morte violenta - estão levando a sociedade ao suicídio.

- Fausto Wolff (Tentando Respirar Apesar da Avalanche!)
site oficial do jornalista e escritor que foi um dos editores do finado Pasquim: http://www.olobo.net/

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Cansado cansado da vida chinela
No abarrotado Planeta Favela
Passeata cidade de branco na paz
Fragilidade nada sagaz
Mais um tiroteio carnavalesco
Milícia celebra país novelesco
Na guerra guerrilha tudo acontece
O mundo é uma ilha e a gente se esquece

segunda-feira, 18 de junho de 2007

O TERCEIRO MUNDO VAI EXPLODIR!

Posted by Picasa

O Terceiro Mundo Vai Explodir!!

Todos os dias pela manhã, eu prontamente agradeço dez vezes em frente ao espelho por ser um contumaz apreciador das mais ácidas laranjas mecânicas provenientes dos pomares da sétima arte. Quer seja Ivan Cardoso com Ed Lombroso, Eisenstein com Frankenstein, Godard com Mojica, Buñuel com canjica, Sganzerla com mortadela, Baiestorf com Orloff, Glauber com os Irmãos Rocha ou Pepa com a xepa, minha gratidão é extensiva aos atuantes da música independente e descompromissada com o êxito formulado, testado e aprovado nos laboratórios do Grande Irmão. Menções honrosas aos Racionais Mcs, aos Ratos de Porão, Lobão,  Krisiun  ao Daminhão Experiênça e a todos os músicos e compositores que tem o mapa da mina na cabeça.
Aqui e agora, refiro-me propriamente às formas de vida inteligentes que habitam este canto da galáxia e cuja auto-expressão seja o livre confronto direto e um posicionamento frente aos padrões diluídos e direcionados ao grande público, este que representa o principal alvo da indústria da cultura de massa, das arrasadoras mega-campanhas elaboradas e veiculadas para outdoors, totens, sorteios, horário nobre, novelas, celeiros de celebridades, partidos políticos, festas, eventos e promoções, iscas e anzóis desse imenso mar de tubarões.
Não tenho nada contra ninguém especificamente, pois todos nós, querendo ou não, constituimos o chamado público alvo, somos objetos das freqüentes balas perdidas dos tiroteios, rajadas, granadas e falsas blitz capitaneadas pelo famigerado mainstream. A odiosa Babilônia protagoniza esta incessante guerra meio-quente-meio fria, verdadeira cruzada pragmática pela  selva contracultural não consumista. Acredito neste princípio idealista e extremo que sinaliza e brota nos quatro cantos do mundo, como boa erva, forte e plena na nobre e natural função de temperar e fertilizar o insalubre e árido território em que inadvertidamente vegetamos à espera da próxima "novidade". O terceiro mundo vai explodir!

sábado, 9 de junho de 2007

Sherlock Holmes

O derretimento das calotas polares
Pela emissão de gases poluentes
Meu caro Watson são elementares
Os intentos de cercear os emergentes

Muralha da China

O planeta Terra é uma camada fina
daqui de cima posso ver
A Grande Muralha da China

sexta-feira, 8 de junho de 2007

A Máquina

O homem arrota
Exorta e berra
Aquina serra
Corta e encerra

terça-feira, 5 de junho de 2007

O Fluxo Nebuloso do Efeito Estufa Sulfuroso

Dó ré mí fá sol lá lá lá aqui acolá em qualquer lugar a vida é assim mesmo tanto quanto no desenrolar sem freio de uma venturosa visão a esmo em mil e uma táticas de guerrilha e bombardeios de fragmentos explosivos sopros de poeira cósmica sem rumo nem prumo quando nove entre dez pensadores falastrões profetas e charlatões elucidam a exclusão pessoal introversão distinção como meio para a cura do complexo de eremita eu digo a verdade é uma fagulha num palheiro situado entre a agulha e o vespeiro derradeiro sorrateiro comboio de neurônios em fluxo livre que evolui e polui aonde mutam sonhos em despertar bisonhos estigmas e enigmas de um saudoso criminoso de perfil lombroso nebuloso espírito do efeito estufa sulfuroso condenados estamos à nossa própria liberdade fugir fugir você até pode mas jamais se esconderá de sí mesmo seu reflexo complexo explode e a simplicidade é parte de um todo que carrega e renega a carga intransferível indefectível lei da vilania indelével na vila babilônia amônia verde passa mal sonrizal zumbinoll turbo genético nergétiko nervo asiático elixir parabólico aqüifero reático sou super ultra lunático de um lugar qualquer qualquer lugar é qualquer bem me quer mal me quer lá lá lá sol no sofá mí ré dó dó dódó canta de galo no poleiro có córócócó...

segunda-feira, 4 de junho de 2007

H.P. LOVECRAFT

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O Culto de Cthulhu.

O extenso complexo de fauna e flora existente na natureza é objeto de conhecimento da ciência de uma maneira ainda superficial, pois as lacunas referentes ao que desconhecemos, principalmente no que tange aos mundos aquático e subterrâneo são extensas e por vezes assustadoras.
A emoção mais forte e mais antiga do homem é o medo, e a espécie mais forte e mais antiga de medo é o medo do desconhecido, aquilo que é, o que já foi e o que poderia ter sido.
O Culto de Cthulhu, conto do fantástico escritor americano HP Lovecraft, explora o medo do desconhecido ao apresentar de forma fictícia toda uma mitologia própria, criativa e bem original baseada na "real" existência de estranhas criaturas ancestrais ao homem, descritos como seres funestos, cruéis, bizarros e monstruosos descobertos por vestígios e incidências no qual também revelavam há tempos inomináveis a corrente prática de um estranho culto em que eram venerados como força suprema. Em vista disso, o conto revela e expõe a total fragilidade e insignificância do ser humano bem como o seu medo primitivo frente aos enigmas da natureza. Esta referida condição humana tem sido o impulso da ciência no sentido de superar tais limitações. Contudo, os meios predatórios desta era de ferro, fogo e combustíveis fósseis, restos mortais de dinossauros e demais espécies extintas há milhões de anos, parece nos conduzir irreversivelmente à mencionada e desconcertante insignificância relativa ao eco sistema em que vivemos e que por fim, sinaliza, tal e qual um soturno e ameaçante eclipse, para um futuro idêntico ao dos referidos lagartos pré-históricos.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Estradas Rodovias

Seja RETA ou CuRvA

CuRvA ou RETA

TorTuosa é a META

Se a VISÃO é TURVA incompleta

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Nam MyoHo RenGue Kyo.

O Budismo é uma religião cujos preceitos foram baseados nos ensinamentos deixados por Siddhartha Gautama, ou Sakyamuni, o Buda histórico que viveu aproximadamente entre 563 e 483 a.C. na Índia. De lá se espalhou por todo o oriente e atualmente o budismo se encontra em quase todos os países do mundo, amplamente divulgado pelas diferentes escolas budistas, e conta com cerca de 376 milhões de seguidores.
Os ensinamentos básicos do budismo são: Evitar o mal e fazer o bem para a superação dos sofrimentos de nascimento, crescimento, velhice, doença e morte, despertando no praticante a compreensão de seu verdadeiro lugar na realidade e sua pessoal e intransferível missão na vida. No budismo, dentre as suas diversas escolas e correntes, existe uma no Japão cuja propagação já atinge mais de 180 países, que prega o oposto do que a maioria de nós ocidentais assim entendemos como prática da filosofia budista. Não é o budismo tibetano do Dalai Lama. Os adeptos não precisam ser monges, não se isolam do mundo, não raspam a cabeça e não frequentam mosteiros. Esta prática se adequa à realidade de cada um. São pessoas que como eu e você levam uma vida normal e procuram atingir estados elevados de vida aqui e agora, praticando e entoando em casa o mantra da Revolução Humana que contém a eterna lei de causa e efeito: Nam Myoho Rengue Kyo.

Exemplos da prática do Nam Myoho Renge Kyo no You Tube:

http://www.youtube.com/watch?v=0g0ka540uEE

A cantora Tina Turner fala sobre a sua conversão ao Budismo:
http://www.youtube.com/watch?v=MOsr_ZOi-Jo&mode=related&search=

sexta-feira, 18 de maio de 2007

O planeta Terra é uma camada fina
daqui da Lua posso ver
A Grande Muralha da China

quinta-feira, 17 de maio de 2007


Malledeto Erudito

Sem terno sem bravatas
nem atos de ameaça
expresso em atas
Não sou erudito
Sou maldito e vulgar
O dito pelo não dito
Sem formas de julgar

Mercurius Duplex

Mercurious Duplex
O mercúrio é um metal líquido e volúvel conhecido pelo homem desde a antiguidade.
Além de ser o planeta mais próximo do Sol, Mercúrio na mitologia romana é o deus encarregado de levar e trazer as mensagens de seu pai Júpiter. Sua indumentária e utensílios incluem uma bolsa, sandálias, um capacete com asas, e o caduceu. Dotado de enorme eloqüência, protetor do comércio, dos viajantes e dos ladrões. Tais atributos reportam sem dúvida à expressão livre da inteligência, a escala relativa no que cerne as diferenças entre um princípio e o seu contrário, o bem e o mal, o yin e o yang, a luz e a escuridão. Corresponde a Hermes na Grécia, deus condutor dos rebanhos, dos viajantes e comerciantes. Muito rápido e comunicativo, é o arquétipo dos mensageiros.
Posteriormente devido aos aspectos fluídicos e múltiplos deste metal, bem como a sua personificação mitológica, os alquimistas uniram estes conceitos heterogêneos e definiram a substância como o "espírito de Mercúrio", e chamaram-no muito adequadamente de "Mercurius Duplex" (O mercúrio de duas caras, dual). Durante a santa inquisição da Igreja Católica, "Mercurius Duplex" foi propositadamente associado a figura do diabo e considerado "inimigo da ordem vigente", " inimigo de Deus".

quarta-feira, 16 de maio de 2007

O PROFETA PUNK.

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A vida selvagem de GG Allin.

GG Allin nasceu em 29 de agosto de 1956 em New Haven nos EUA. Foi registrado pelo pai, um louco e fanático religioso, como Jesus Christ Allin. Morreu aos 37 anos em 28 de junho de 1993.
Cantor de punk rock que se tornou notório por suas performances ao vivo nas quais - assim como o precursor e veterano Iggy Pop - cometia todo o tipo de escatologia em pleno palco, se cortava com cacos de vidro e espancava aleatoriamente pessoas da platéia. Mais conhecido e comentado por suas atitudes do que por seu trabalho musical, gravou um volume significativo de material entre os anos 80 e o início dos 90.
Seguem abaixo, algumas declarações, trechos de depoimentos e fatos sobre a vida mais que selvagem deste maníaco extraidos do site/portal "A Barata", cujo link ao final vale a pena conferir:

GG Allin:
"Se você acredita no verdadeiro rock'n'roll underground, então é hora de fazer alguma coisa. A hora é agora de derrubar a situação e declarar guerra às gravadoras, estações de rádio, publicações, bares e qualquer um que promova a chamada "cena" que existe atualmente....".

"Sou o salvador underground do rock... minhas palavras e música guiarão meus seguidores e missionários no que for necessário para destruir o rock'n'roll como existe hoje e reconstruí-lo em meu nome... no nome da verdadeira rebelião e inconformidade. Ele deve ser devolvido aos párias e marginais."

"Se eu tivesse a oportunidade de passar um vídeo na MTV, seria um vídeo revolucionário - anarquia completa e caos... assassinato da polícia, violência e terror contra o sistema e o governo, assassinato do presidente, genocídio de estrelas do rock e empresários da indústria musical... sangrar as gargantas dos VJs da MTV e fazer uma orgia em seu sangue."



Kim Fowley, produtor e compositor veterano que já trabalhou com Lou Reed, Kiss e The Runaways:
"G.G. Allin é um herói! Ele é um mártir elétrico em um mundo cada vez pior... G.G. Allin não desperdiça sua vida. Ele vive uma vida dolorosa. G.G. Allin é 'o último dos selvagens'... Como Amy Fischer, como Charles Manson, como o Birdman de Alcatraz, G.G. Allin foi atirado nas trevas. Mas ele viu a luz..."

Michael Board, colunista da lendária revista da cena punk underground americana Maximum Rock'n'Roll:
"Eu estive no famoso último show de G.G. Allin em um velho posto de gasolina em Nova Iorque. Estava lotado de seus seguidores. G.G. adentrou o palco. Vestia apenas um tapa-sexo e coturnos. Logo ele tiraria o tapa-sexo. Cantando "I Am The Highest Power", ele parou de reclamar do microfone. "Você não passa de um frango!" gritou um rapaz loiro. G.G. se virou. "Ah, é?" ele gritou. Pegou o microfone e bateu na cabeça do rapaz. Bang! O loiro desabou. Um jorro de sangue saía de sua testa. Alguém puxou o corpo caído pelas pernas e tirou-o do caminho. "Eu sou um frango! Eu sou um frango!" gritava G.G., batendo sua cabeça nas portas de metal do que uma vez tinha sido uma garagem. Saía mais sangue de sua cabeça do que da testa do rapaz. Escorria pelo rosto e brilhava no seu peito... Um sujeito barbudo correu pela porta lateral, com a mão no olho esquerdo. Sangue entre os dedos. Mais pancadaria. A multidão recuava, à medida que um G.G. pelado avançava. Um, dois, três, quatro. Os feridos cambaleavam, empurrados em um caminho sangrento pela força da multidão. Do lado de fora, o guitarrista da banda de abertura jogou uma garrafa em um carro que passava. Um garoto se atirou na direção de um ônibus, subindo pelo capô e dando socos no para-brisa. O motorista assustado acelerou, atirando-o para o lado. Garrafas voavam por todo o lado. G.G. estava no meio da rua, ainda pelado. Se agarrou a um poste, batendo sua cabeça nele. Então ele andou em direção a seus fãs. Eles se apavoraram, um pisoteando o outro para tentar fugir. O sangue, agora em torrentes, lavava todo o corpo de G.G. Sirenes começaram a ser ouvidas. G.G. cruzou a rua, andando rápido. Uma dúzia de viaturas apareceram de todos os lados. Os tiras desceram, alguns de capacete. "Larguem essas garrafas" dizia a voz no megafone... Então tudo acabou... G.G. tinha fugido. Pelado, coberto de sangue. Desapareceu. Era domingo. Na segunda-feira de tarde o telefone tocou. Era Merle, irmão de G.G.. "G.G. morreu esta manhã", ele disse. "Ele morreu dormindo, de uma overdose de heroína". Rebelde, rude, violento, ele foi e continuará sendo o último delinqüente punk rocker. Este rapaz selvagem de Lancaster (New Heaven), quando vivo e na cadeia, costuma se proclamar: "eu sou o mestre do rock'n'roll e o terrorista número um!". O disco "Aloha from Dallas" foi gravado em 1985 e é pura vida, pura fúria, pura energia... Uma última mensagem do além. Uma rara performance de um homem que levou o rock'n'roll ao seu extremo.

Site A Barata:http://www.abarata.com.br/musica_bios_detail.asp?codigo=96

Assista GG Allin no You Tube...

http://www.youtube.com/watch?v=5M_oSpAXwaI&mode=related&search=

http://www.youtube.com/watch?v=yPxgVTuHkbM&mode=related&search=

http://www.youtube.com/watch?v=6F4b9KiAnbQ&mode=related&search=

...e divirta-se!

segunda-feira, 7 de maio de 2007

VICENTE CELESTINO

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TORNEI-ME UM ÉBRIO.

Antônio Vicente Filipe Celestino nasceu em 12 de setembro 1894 no Rio de Janeiro, no bairro de Santa Teresa.

Filho de italianos e fã de Enrico Caruso, começou cantando em bares, festas e serestas.

Tornou-se uma das vozes de maior popularidade da música brasileira a partir dos anos 20.

Foi membro integrante da Maçonaria.

Na década de 30 compõe dois de seus maiores sucessos: " O Ébrio" e "Coração Materno".

Cantor de voz lírica potente, soava lúgubre e histriônico ao interpretar valsas e operetas de conteúdo dramático que versavam sobre embriaguês, indigência extrema e matricídio.

A valsa "Flor do Mal" foi seu primeiro sucesso em disco datado de 1916, na Odeon (Casa Edison).

Gravou cerca de 137 discos em 78 rpm com 265 músicas, mais 10 compactos e 31 Lps.

Atuou em dois filmes : "O Ébrio" (1946) e "Coração Materno" (1951).

Foi casado com Gilda Abreu (1904 - 1979), cantora, escritora, atriz e cineasta.

Caetano Veloso regravou a canção "Coração Materno" em seu lp de estreia em 1968.

Ídolo de quatro gerações consecutivas, faleceu neste mesmo ano às vésperas de completar 74 anos ainda em evidência, no Hotel Normandie, em São Paulo, quando saía para participar de um show com Caetano Veloso e Gilberto Gil, que seria gravado para um programa a televisão.

Sua memória permanece com seu inconfundível registro de tenor. Seus fãs o elegeram como a Voz Orgulho do Brasil.

Clip do filme "O Ébrio".
http://www.youtube.com/watch?v=6AWiitgGqTc

sábado, 5 de maio de 2007

LUA CHEIA DE RAZÃO.

LUZES, CANIS, AÇÃO!! Posted by Picasa

VUDÚ VALVULADO!!


Something about Queens of the Stone Age.

O Qotsa impressiona pelo histórico de seus componentes: Josh Homme e Nick Oliveri queimaram os neurônios no legendário Kyuss
nos anos 90 e Dave Grohl (ex-Nirvana e atual Foo Fighters) já gravou e excursionou com este que vem a ser um dos comboios de maior classe dos anos 00:
QUEENS OF THE STONE AGE!!!

http://www.youtube.com/watch?v=9nz6Rq1Pvh0

http://www.youtube.com/watch?v=6NXxXRkJQSY

POR QUE O FUTURO É VORTEX?

OS REPLICANTES http://www.osreplicantes.net/ http://www.wanderwildner.com.br/home.html

O Futuro é Vórtex (Carlos Gerbase, Heron Heinz)

Caiu pra bandas do amanhã / Ele partiu pra não voltar / Ele levou seu talismã / Foi para Vórtex / Aonde o Sol já virou Lua / Ele precisa aprender a morrer / Mandando chumbo até o cano derreter / Ele não gosta do lugar / Está em Vórtex / Aonde o sol já virou lua / A barra é braba no futuro / Tá tudo no mesmo lugar / Lá também se nasce duro / Pra comer tem que matar / Ele precisa aprender a morrer / Mandando chumbo até o cano derreter / Te mantém ai na tua / Porque em Vórtex / O nosso amigo Sol há muito virou Lua

O FUTURO É VORTEX !!

UM FURO NO CÓRTEX !
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UM TURBILHÃO DE DÓLARES.

Um vórtice (ou vórtex) é um escoamento turbulento giratório onde as linhas de corrente apresentam um padrão circular ou espiral. Movimentos espirais ao redor de um centro de rotação. Tufão, furacão, tornado, redemoinho, um turbilhão de dólares está bom para você?
Já dá para turbinar o bolso ainda que mil furacões nos confinem ao calabouço.

Trechos de um interessante artigo extraido do jornal Folha de São Paulo:
http://www.geocities.com/fisicademais/noti/Frame31.htm
" O átomo é um vórtice; vórtice é o elétron e o núcleo; o vórtice compõe os centros e os satélites contidos no núcleo, e assim ao infinito. Existe uma belíssima hierarquia no Universo, de padrões que se repetem a distâncias variando de um planeta e sua lua até aglomerados contendo milhares de galáxias. São objetos girando em torno de outros, os de menor massa em torno dos de maior, em uma coreografia controlada pela gravidade."
Marcelo Gleiser
Professor de física teórica do Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "O Fim da Terra e do Céu"



Refletindo sobre os padrões do universo, podemos ver que os mesmos estão presentes nos aspectos que compreendem a natureza, o mundo animal e a humanidade com nossos sistemas sociais hierárquicos. Mentes eufóricas, meteóricas, centradas, descentradas, girando em torno de sí, de algo mais ou de menos... poeira, naves, gases e venenos.
FOTOS E FACES VERTICAIS
FASES EM FRAÇÕES FRACTAIS.

STONER...

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ROCK!!

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METAL!!

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HEAD...

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NOW!!


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quarta-feira, 2 de maio de 2007

A Invasão dos Mares
Planos para a invasão?
Para além da inundação?
Surfar ondas nucleares
Singrar os sete mares
Avançar em imprevistas
Planetárias conquistas
Não há nada nada nada
que não possa ser a nado